Rodrigo Ribeiro, Advogado

Rodrigo Ribeiro

São Paulo (SP)

Sobre mim

Advogado especialista em Direito de Família e Sucessões. Quatro anos de experiência no Poder Judiciário em primeira e segunda instâncias.

Principais áreas de atuação

Direito Civil, 50%

É o principal ramo do direito privado. Trata-se do conjunto de normas (regras e princípios) que r...

Direito de Família, 50%

É o ramo do direito que contém normas jurídicas relacionadas com a estrutura, organização e prote...

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Caro dr. Rodrigo,

É para ser sincero?

Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito medicina. Aí, vc dirá: Ora, vc nunca teve o ideal de poder fazer justiça ou de ver a justiça sendo feita? Sempre tive. Desde que eu era adolescente, ou até antes. Pensei e estudei muiiiiiiiiiiito para ser promotor de justiça, de preferência do consumidor, pensando que eu iria acabar com as empresas picaretas que lesam diuturnamente centenas de milhares de pessoas, e nada acontece com elas. Tanto que fiz minha pós em Direito do Consumidor. Porém, percebi que, um dos lugares onde mais se vê injustiças (e é por isto que somente 28% da população confia no Judiciário), é o próprio Judiciário. Percebi que "lutar contra um sistema", feito para proteger os marginais (sem aqui querer generalizar, pois não é o caso), vestidos de toga (como já dizia a, esta sim, respeitabilíssima ex Corregedora Nacional, ministra Eliana Calmon. Corajosa como poucos), e outras tantas injustiças que já vi em meus 20 anos de formado, foi-me deixando absolutamente descrente na justiça, como um todo. Costumo dizer que, a profissão de advogado, é aquela em que (já aviso que, sim, ganho mais que um juiz por mês) o sujeito tem vários "patrões", que são seus clientes lhe cobrança bons resultados, de outro lado vc pode ser o melhor advogado do mundo, se um juiz (muitas vezes que nunca advogou. Esta, ao menos que eu conheça, é a regra), não concorda com vc, ele profere a decisão que ele quiser, independentemente se for uma decisão ilegal, ou seja, que contraria as leis. Vejo isto tooooooda semana. Afinal, como segurar o ego de alguém (magistrado), que faz o que quiser, decide muitas vezes contra as leis, lesa vc advogado e seu cliente, não deve satisfação para ninguém, se fizer cagada (desculpe-me pelo termo, mas...), é 99% de certeza que nada irá acontecer com ele (para vc ter uma ideia, eu vou aumentar os números e não o percentual, para chocar mesmo... de 10 mil reclamações na CGJ do TJSP, 9.800 são arquivadas), magistrado, e por aí vai. Se vc é novo na profissão, verá que existem incontáveis advogados que, tomam antidepressivos ou precisam fazer uma boa terapia, justamente pois praticamente nada depende do esforço dele e sim de muitos incompetentes (sim, há exceção, poucas). O sistema (= Judiciário, Corregedoria dos Tribunais, etc...) é muito podre. Pior, apesar de tudo isto, a maioria dos advogados, bajulam e "babam ovo" para decisões estapafúrdias de certos magistrados. Ora, vejo quase toda semana uma decisão ilegal, absurda e, de outro lado, um advogado dizendo: excelência, com a máximo de respeito que se tem pelo senhor, peço máxima vênia, apesar de saber da enorme sabedoria que sua excelência tem, mas................. vou recorrer. Ora, se vc é contra tudo que o juiz disse na sentença, porque ficar bajulando. Não há necessidade. Mas, tem advogado (e bota advogado nisto...), que acha """bonito""" ficar falando estas asneiras para o, eventual, marginal (marginal, no sentido de que anda às margens das leis) do magistrado, que muitas vezes sequer leu a petição do advogado. Para colocar mais gasolina na fogueira (aliás, onde se vê tanta vaidade se não no Judiciário), temos uma OAB que, em regra absoluta, defende todos, menos quem deveria, os advogados, em regra é assim. Vá precisar dela para te ajudar para vc ver o que não irá acontecer. Por fim, decidi me associar a AASP em passado recente, acreditando na minha santa ingenuidade, que a tal associação, diversamente da OAB, iria defender os interesses dos seus associados. Enganei-me feio. Não mexem um milímetro para "peitar" presidentes de Tribunais. Aliás, vergonhosamente, vira e mexe, vemos presidentes de OAB, quase se ajoelhando, para pedir, implorar que, advogados possam, em cidade de 48 graus de calor, entrar no fórum sem gravata. Ora, quem tem que pedir por gentileza e por favor, o até implorar para nós vestimos ternos e gravata, por Lei, são os magistrados pois, a competência absolutamente (alguns ingênuos, ainda acreditam que norma administrativa de Tribunal, está acima de Leis) exclusiva para criar normas de vestimenta do advogado, em sua atuação profissional, é da OAB e nunca do Tribunal ou de algum magistrado aspirante a """batman""". Se vc não passou por isto, passará. Verás um magistrado virar para vc (pois sabe que a maioria dos advogados se mijam nas calças. Desculpe-me mais uma vez pelas palavras chulas, mas...) e dizer: "doutor, onde está a gravata?". A vontade que dá é falar, "não é da sua competência senhor magistrado, ditar como eu, advogado, devo me vestir". Caso esteja descontente, oficie à OAB. Putz, caímos de novo na inoperante OAB... rss E, por aí vai nossa castigada profissão. Como já dizia o saudoso criminalista dr. Sobral: "advocacia não é para covardes". Enfim, é isto e muito mais, que verdadeiramente penso. A, lembrei, estes dias, um desembargador recebeu (na verdade, irá receber), a título de dano moral, por um advogado tê-lo proferido palavras caluniosas (sim, entendo que deva ser indenizado, mas não se enriquecer indevidamente, como costumam falar certos magistrados qdo condenam uma mega empresa, muitas vezes bilionária, a pagar 2 mil reais por danos morais), 300 mil reais (eram 600 mil e o STJ baixou para 300. Que "legal" não?) Sendo que, nunca mais me esqueço, quando li uma Decisão do TJMG, condenando o município pela culpa da morte de uma criança, a pagar 30 mil (SIC) reais para a família dela. E vc (s), acredita (m) ainda mesmo em justiça?

Sds.

Carlos Rodrigues
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